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PPP Brasil | Pensamentos Programaticos Parciais

Acho que foi o filósofo Merleau-Ponty que disse algo como «o meu eu á soma dos sendeiros do meu corpo». O Jorge Luis Borges traçou os «sendeiros que bifurcan».

O mesmo pensamento aplice-se também a este blog modesto cada vez que  tornamos ao estudo de redes como um método de jornalismo visando perfilar os  relacionamentos sociais de instituições: os teóricos desse ramo falam do «path» e o «walk» entre os nós para falar de densidade, influência, e tantas outras medidas.

Entretanto, os caminhos dessas duas linhas de pesquisa se cruzam na noção de diretorias entrecruzadas — criticadas pelo marxismo clásico e festejados pelos evangêlicos de inovação social, da escola de Castells & Cia.

Esse tipo de análise é ensinado sem entrar em disputas ideológicas no livro dos autores do software Pajek, aplicado nesse caso a diretorias entercruzadas na Escócio no começo do século passado.

Nós podemos fazer o mesmo tipo de análise. Sugiro, ainda, que um ponto interessante de partida seria o PPP, a Parceria Pública-Privada, o método mais avançado hoje em dias segundo os expertos de ponta na gestão.

Tomemos o exemplo de Sérgio Ephim Mindlin (Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos). Duvido que houver um ser humano mais «enredado» do que isso.

Sócio-fundador do Instituto Ethos; sócio-diretor da consultoria Ação Responsável; fundador e membro do Conselho Deliberativo do Instituto Akatu; membro do Conselho Curador da Fundação Roberto Marinho e da Fundação Orsa; membro do Conselho Estratégico do Centro de Empreendedorismo Social e Administração do Terceiro Setor (Ceats), da Universidade de São Paulo (USP); engenheiro de produção graduado pela Escola Politécnica da USP, mestre em comportamento organizacional pela Universidade de Cornell (EUA) e doutor em administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da USP; ex-diretor-presidente da Fundação Telefônica; ex-presidente do Conselho de Administração e ex-diretor-presidente da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança; ex-membro do Conselho de Administração e diretor-presidente da Metal Leve S.A.; membro fundador e ex-coordenador do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE).

.Eu acho que qualquer entidade com uma estratégia softisicada de gestão de capital social devia ser capaz de apresentar estes meta-dados em um formato legível por uma maquina, se bem que não passe de uma planilha ou tabela de HTML.

Falta checar o cálculo dessa existência em rede. Fazendo-o de mão basado na página informativa sobre os conselhos do Ethos, por exemplo, faz muito trabalho.

Que tal fornecer um arquivo FOAF, or algo parecido? O quê aconteceu com este projeto badalado do complexo blogagem-industrial de Harvard?

Pista: a página do usuário no LinkedIn fornece links que podem ser rapidamente navegados.

Mas me parece que fornecer um «flat file» — acima — é uma forma de agressão passiva, garantindo que as informações serão o mais difíceis possíveis de recolher e entrecruzar.

O PPP e a Sociedade-Rede

Agredeço o doutorando Spyrous Angelopoulos da faculdade de negócios Warwick para seu ensaio sobre

Emergence of networks within Public-Private Partnerships
Spyros Angelopoulos, Warwick Business School
University of Warwick
Coventry, CV4 7AL, UK

O seja, «a emergencia de redes dentro de parcerias públicas-privadas.» Traduzo um trecho que estabelece as definições metodológicas cabíveis a nosso projeto jornalistico — chamado por minha mulher de «aquele das linhas e setas».

A PPP é um empreendimento financiado e tocado por uma parceria entre (a) o setor público e (b) pelo menos uma empresa do setor privado. Todas as tentativas de definir a PPP tem três pontos em comun para levar em mente quando formular uma definição mais abrangente.

(1) Envolvem pelo menos uma empresas do setor privado e uma organização do setor público.

(2) Essas compartilham metas comuns para a criação de valores sociais;

(3) Concordam em dividir tanto os gastos como os bens produzidos.

Sendo redes complexas, com uma diversidade de interesses e agendas em jogo, entre cooperação, colaboração e concorrência, as PPPs heredam os rasgos de uma sociedade em rede baseada na noção de valor agregado mútuo.

Projetos que utilizam o modelo PPP são obrigados a gerenciar responsibilidades por meio de redes de vários agentes. Aplica-se este ponto a parcerias verticais e horizotais em canais tanto internos como inter-institutcionais. Embora a gestão dessas formas distintas ainda não é muito bem entendida, pode se dizer que elas apresentam as partes interessadas com «problemas malditas» na coordenização a fiscalização de projetos.

Os desafio do gestor nesses processos são significativos e complicados pela interação de diversos sistemas sociais em vários níveis. Uma PPP pode ser pensado como uma rede cujos nódulos estabelecem laços tanto formais como informais. Os formais tendem a envolver trabalho, os informais à amizade

Assim, pode-se visualizar o ambiente organizacional da PPP como uma rede de redes, uma rede que relaciona as redes subordinadas, tanto pública quanto privada.