• March 2012
    M T W T F S S
    « Feb   Apr »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    262728293031  
  • Pages

  • Marginalia

  • Accumulations

Metrô S. Paulo | Yellow Line Fever

Brasilianas reports: Count Potemkin encounters difficulties galore on São Paulo’s Yellow Line subway project.

See also

I translate as a contribution to Yankee-Sambodian mutual understanding, auf Gegenseitigkeit.

Though equipped with modern, automated trains, the Number 4-Yellow Line of the São Paulo metro is the subject of complaints from users suffering from service outages or stuck in  congestion during peak hours. Since its inauguration in 2010, it has suffered at least eight outages, two of them between late February and early March of this year.

Some  550,000 passengers use the Yellow Line, which connects to the Green and Red Lines of the CPTM commuter railway. The worst outage, on February 29, lasted 40 minutes, affecting 16,000 ridrs — some of whom descended from the cars and walked along the tracks.

“We were stuck in the station from 8:20 to 9 a.m. For nearly half an hour there was no light or air conditioning in the cars, obliging the users to open the doors, but even then I and other riders felt ill,” says Terra Web site reader Dayane Domingues.

Just two days ago, a communications outage between trains forced riders of a commuter rail train to descend on the trail between Faria Lima and Paulista stations. The problem lasted only a few minutes, but caused delays in the early afternoon.

“The new line is good, but it still has its problems. I once had to wait an hour and a half once in Pinheiros station before finding out there was a service outage. They announced there was a problem, but you keep waiting for service to return,”, said Flávio Sampaio, 42, who works for a technology company and commutes by metro to work each day.

Coincidentally, the worst outage of the year occurred just as lawmakers from the state assembly’s transport and communication committee were questioning  Luiz Valença the president of ViaQuatro — responsible for operations of the line –, about an outage that occurred last October, when all Yellow Line stations were closed for four hours during peak hours. On that occasion, 75,000 users were affected.

“Problems are normal, but the number of outages on a line as modern as this, with new trains and equipment, calls attention to itself. What is more, we find it odd that the company has not been penalized to date,” said Gerson Bittencourt (PT-SP), a member of the committee that questioned Valença.

Translation TK …

Investimentos e penalizações
Na avaliação de Rogério Belda, diretor da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), é normal que ocorram falhas nessa fase, porém, os transtornos não podem gerar pânico nos usuários. “Não vejo como incomum, é o que chamamos de ‘doença infantil’, porque a linha é nova e leva-se tempo para adaptação, até mesmo para a relação entre Estado e concessionária. O que não pode ocorrer é deixar o passageiro sem informações, porque a desinformação leva medo, que se aumenta vira pânico e que termina em violência”, analisa o dirigente.

Para Paulo Pasin, presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), o fato de os trens operarem sem condutor faz com que os usuários fiquem mais tempo “no escuro” em caso de panes. “Ela a ViaQuatro está priorizando a redução de custos em detrimento da segurança”, dispara o sindicalista.

Em nota, a assessoria do Metrô informou que existe um plano de contingência para lidar com situações adversas. “Metrô, CPTM e ViaQuatro já elaboraram e encontra-se em vigência o Plano de Estratégicas em Situações de Anormalidade entre CPTM, Metrô e ViaQuatro, que trata de situações de anormalidades no sistema metro-ferroviário”, esclarece. O objetivo é evitar justamente que os usuários sejam prejudicados.

Porém, embora o contrato com o Estado preveja a “redução de remuneração” da concessionária em caso de falhas ou paralisação, nenhuma penalidade ainda foi imposta à ViaQuatro. Isso porque, o Estado concedeu um período de quase dois anos para que a empresa se “adaptasse” ao serviço. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô paulistano, a responsável pela linha 4-Amarela só poderá ser penalizada a partir de abril deste ano, e o contrato não prevê multas retroativas, referentes às panes passadas.

Lotação
Mas se por um lado as panes ocorrem com pouca frequência, por outro, a superlotação de usuários já é uma realidade da nova linha. O Terra percorreu algumas estações da linha 4-Amarela no horário de pico e, como já ocorre em outros trechos, encontrou vagões e plataformas lotados. Só para se ter uma ideia, devido ao enorme fluxo de pessoas, por volta das 18h30, o usuário gasta mais de 15 minutos para trocar de estações entre uma linha e outra (em um percurso que não deveria levar cerca de cinco minutos) – no caso, entre a estação Consolação (linha 2-Verde) e a estação Paulista (linha 4-Amarela). E, no percurso, não é difícil ouvir reclamações de usuários descontentes com a “romaria”.

“Todo o dia é desse jeito. Eu levo mais tempo pra trocar de estações que dentro do próprio trem. Eu já cheguei a desistir da viagem e pegar a linha 1-Azul”, diz a bancária Camila Clemente, 34 anos. “A linha amarela é ótima, mas fora de horário de pico. Olha isso, não tem como passar por isso todo dia, faz muito calor e não adianta ter pressa”, desabafa a recepcionista Rita de Cássia.

O problema pega de surpresa quem não está acostumado a usar o trecho no horário de pico e, por isso, muitos usuários fotografam as filas e questionam os agentes que trabalham nas estações se houve algum problema. Para evitar acidentes, os agentes do metrô chegam desligar as escadas e esteiras rolantes na descida, para evitar um efeito “avalanche”.

Em nota, o Metrô informou que a “a Gerência de Concepção de Projeto Civis está analisando diversas possibilidades para melhorar a distribuição de fluxo no corredor de integração das estações Consolação e Paulista”. A empresa admitiu, porém, que a solução só virá com a ampliação da malha metroviária. “A solução definitiva só virá com a operação da Linha 5-Lilás que se integrará com a Linha 1-Azul, na estação Santa Cruz e com a Linha 2-Verde, na estação Chácara Klabin”.

O especialista Peter Alouche, consultor de transportes especializado em tecnologia metroferroviária, também avalia que a superlotação é um problema cuja solução está longe. “Em longo prazo, a superlotação só irá diminuir com a finalização das novas linhas de metrô e de monotrilhos, o que deve ocorrer até 2016. Agora, em curto prazo, só há uma solução: o escalonamento de horário de chegada e saída dos funcionários das empresas. É fazer com que as empresas distribuam os horários para evitar a saída às 18h”, aponta.

Na avaliação do especialista, porém, São Paulo precisa pensar em um “novo modelo de urbanização”, que inclua, entre outras medidas, a construção do trem de alta velocidade. “Não adianta construir AlphaVille sem pensar em como os moradores irão se deslocar da casa pro trabalho”.