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“Militia Dominate 45% of Rio Slums”

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Image: Latuff

Source:O Globo.

RIO – Militias control 454 of Rio de Janeiro’s 1,001 shantytowns, according to a survey by anthropologist Alba Zaluar and a team from the Institute of Social and Political Studies (IESP) of Rio de Janeiro State University and  Christovam Barcellos, coordinator of the ICICT institute at Fiocruz. This number represents 45% of all shantytowns in Rio.

The study also shows that 370 communities, or 37% of all slum zones, are still controlled by the drug trade. Police Pacification Units (UPP) are installed in 174, or 18%, of the areas. All of the results of the study, entitled “Urban health — homicides in the slums of Rio,” will be presented on Wednesday at a seminar on the UPP and how to transform it into a form of “proximity policing.”

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Segundo Alba Zaluar, o número de favelas foi tirado do Censo 2010, feito pelo IBGE.

— As milícias dominam o cenário. Mas é preciso ressaltar que as favelas têm dimensões diferentes, para mais ou para menos. E populações diferentes. Esse dado, no entanto, é importante para dimensionar o que ainda há por fazer na cidade — frisou Alba Zaluar, que coordena o seminário.

A pesquisa também mostra que apenas seis favelas que passaram por processo de pacificação não têm tráfico de drogas: Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme; Batan e Avenida Brasil (bairro Batan), em Realengo; Camarista Méier, no Engenho de Dentro; e Morro Azul, no Flamengo, segundo a pesquisadora. Esta última tem uma companhia da PM. Além disso, segundo o estudo, apenas 23 das 174 favelas com UPPs têm traficantes de drogas desarmados. O levantamento do Icict ainda busca apurar dados sobre homicídios nas favelas.

— É um projeto interdisciplinar, com o qual estamos procurando reconhecer pelo mapeamento os lugares onde há mais riscos de haver homicídios ou mortes violentas. E, com o estudo etnográfico, procurar entender o que leva as pessoas a se combaterem. Há também a reação dos moradores das favelas com a implantação das UPPs. Isso tudo para que se possa fazer uma política de estado que seja benéfica para a população — afirmou Alba Zaluar. — Pode desagradar aos chefões do tráfico, os milicianos, mas vai ser bom para proporcionar uma vida melhor para a população.

O seminário de apresentação da pesquisa terá quatro mesas-redondas: “O passado nos condena”, “O que é Polícia de Proximidade”, “Funções do comandante da UPP na favela” e “Outras instituições”. Participarão Alba Zaluar; Christovam Barcellos; Frederico Caldas, comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora; Jacqueline Muniz, do Iuperj; e Flávio Mazzaro, presidente da Associação de Moradores do Fallet, entre outros.