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Ariana and Abril | Coopetition?

Captura de tela de 2014-01-29 17:26:16

Source: Observatorio da Imprensa

Translation C. Brayton

The Brazilian press has paid scant attention to the launch of the Brazilian edittion of the news aggregator Huffington Post, which will be known here in Brazil as Brasil Post.   Created by journalist and empresario Ariana Huffington, born Stassinopoulou, and acquired by AOL in 2011, the news and opinion source will partner in-country with Editora Abril.

What are the expectations of the traditional Brazilian media regarding the powerful new player?

Judging from the note published in today’s Folha de S.Paulo there is insufficient information to gauge the effect of this new competitor on the congested Brazilian media market.

But an analysis of the format of the Brazilian edition and the ideas for which editorial director Ricardo Anderáosand Ariana Huffington are known makes it clear that the undertaking could play a significant role in the national media market. 

Despite its association with the Abril group, which in the last 10 years has drifted into a partisan form of journalism, smugly conservative, it should be remebered that other titles play a hegemonic role, and there are signs that we are faced with a potentially significant innovation.

Further translation to come.

Pelo menos em sua edição inaugural, o Brasil Post mostra um equilíbrio de opiniões raramente encontrado na mídia nacional, apesar de não oferecer exatamente um conteúdo inovador. Aparentemente, não faz parte de seu perfil exibir conteúdos radicais como os que têm caracterizado a concorrência.

Captura de tela de 2014-01-29 17:33:06

 

A nunber of these online sub-tabloids are clearly cut from the same cloth in terms of design and content — the Huffington look and feel.

Captura de tela de 2014-01-29 17:37:20

Aliás, ao apresentar um amplo leque de blogs de autores não remunerados, e ao reproduzir noticiários de outros veículos, o modelo serve tanto para desarmar a concorrência como para facilitar sua inserção nas redes sociais digitais, convidando o leitor a participar da interpretação dos acontecimentos.

Uma plataforma tecnológica voltada claramente para a interação com a audiência parece ser o patrimônio mais valioso desse agregador de informações e opiniões.

A disputa pela atenção

Esse pode vir a ser o elemento diferencial do Brasil Post: o potencial de atrair e reter o leitor pela diversidade de abordagens sobre eventos do cotidiano, com a ampla oferta de interatividade. Uma janela aberta para a postagem de imagens e notícias produzidas pelo usuário pode contribuir para estabelecer rapidamente uma relação de fidelidade com a audiência, aproveitando a característica de assertividade que se observa nos usuários mais jovens.

O cenário é favorável à oferta de novidades, porque, pressionadas pela necessidade de consolidar rapidamente a transição entre os meios tradicionais e as novas plataformas de comunicação, as empresas hegemônicas no setor tendem a fazer mais do mesmo. Por exemplo, a Folha de S. Paulo anuncia na quarta-feira (29), em reportagem publicada ao lado da notícia sobre o advento do Post, que acaba de renovar seu aplicativo para tablets e telefones celulares. A principal inovação é a possibilidade de mover os conteúdos arrastando os ícones com o dedo. No mais, o efeito visual aproxima ainda mais a versão para aparelhos móveis da feição que o jornal tem no papel.

Trata-se de uma decisão controversa, que demonstra o apego da empresa ao suporte original de notícias, o que pode enviar uma mensagem subliminar de sentido anacrônico aos leitores mais jovens.

Uma das grandes discussões entre os analistas dos novos meios é a chance de sobrevivência de antigas marcas, associadas ao meio jornal ou ao sistema de emissão televisiva. Em tempos de grande protagonismo dos indivíduos, quando toda uma nova geração se define pela interatividade, pela maior autonomia e por uma ampla disponibilidade de alternativas, a tentativa de condicionar e direcionar a atenção do público para um ponto fixo no ambiente hipermediado pode se revelar um erro fatal.

O advento da versão brasileira do Huffington Post pode não representar ainda o ponto de mutação que muitos observadores esperam no cenário da imprensa e do entretenimento, mas certamente é um sintoma de que há espaço para novidades no restrito mercado brasileiro de informação. Como se sabe, a natureza da nova mídia é a concorrência pelo tempo e a atenção das pessoas. A mídia tradicional do Brasil tem feito de tudo para repelir a audiência.